Isquemia · CoraçãoFolga
00:00:00
clampeamento 14:50limite 4h00
ColibriLogística da captação · RJ Transplantes

Do último
batimento
ao próximo.

A jornada de um órgão no Estado do Rio de Janeiro, do óbito do doador até o implante no novo receptor. Em cada etapa, você vê o que acontece de verdade e como o Colibri junta tudo numa tela só.

04:00:00

É o tempo máximo que um coração costuma aguentar fora do corpo.1 A contagem começa no clampeamento.

ROLE PARA COMEÇAR
O tamanho do desafio

Cada sim de uma família
vira uma corrida contra o tempo.

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo, e o Rio é um dos estados que mais dizem sim. Depois do sim, tudo depende da logística.

0

transplantes no Brasil em 2025, recorde histórico.6

0

voos para transportar órgãos no país em 2025.6

0

doadores por milhão de habitantes no RJ em 2025. A média nacional é 20,3.5

0

das famílias autorizaram a doação no RJ em 2025, o 2º melhor índice do país.5

01 · Óbito

Tudo começa com uma perda.

A doação de órgãos de um doador falecido quase sempre parte da morte encefálica: a parada definitiva e irreversível de todas as funções do encéfalo. O coração ainda bate com suporte da UTI, e é isso que mantém os órgãos viáveis.

  • O diagnóstico segue a Resolução CFM nº 2.173/2017: dois exames clínicos feitos por médicos diferentes, teste de apneia e um exame complementar.2
  • Os médicos que fazem o diagnóstico não podem fazer parte das equipes de retirada e de transplante.3
  • A comissão do hospital (CIHDOTT) notifica todo caso suspeito. O RJ tem mais de 100 dessas comissões.5
No ColibriProposta

A central recebe um pré-aviso do hospital no momento em que o protocolo começa. O hospital já aparece no mapa, com a distância e o tempo até os centros transplantadores. A logística começa a ser pensada horas antes do sim.

Protocolo de morte encefálica · adultoHospital Ferreira Machado
  1. 1
    Internação e tratamentoCausa conhecida e irreversível; ao menos 6 h de observação
    ≥ 6 h
  2. 2
    1º exame clínicoComa sem resposta e reflexos do tronco ausentes
    07:30
  3. 3
    Teste de apneiaFeito uma vez, sem movimento respiratório
    07:50
  4. 4
    2º exame clínicoOutro médico, no mínimo 1 h depois
    08:40
  5. 5
    Exame complementarAusência de fluxo ou atividade cerebral
    09:10
  6. 6
    Óbito declaradoA família é informada antes de qualquer conversa sobre doação
    09:20
02 · Autorização da família

No Brasil, quem decide
é a família.

Não basta ter dito em vida que queria ser doador. A retirada só acontece com a autorização do cônjuge ou de um parente maior de idade, assinada diante de duas testemunhas.3

  • A recusa familiar é o maior obstáculo do país: 45% das famílias abordadas no Brasil não autorizaram a doação entre janeiro e setembro de 2025.4
  • No Rio, a conversa tem dado mais certo: 67% das famílias autorizaram em 2025.5
  • A entrevista acontece só depois que o óbito é confirmado e comunicado. Acolhimento e tempo para a família fazem diferença no resultado.
No ColibriFora do sistema

O Colibri não entra nessa conversa, e é assim que deve ser. Ele também nunca guarda nome, CPF ou prontuário de doador nem de receptor. A tela fala de órgão, hospital e horário.

Famílias que autorizaram a doação · 2025
55%BRASIL

Média nacional

RBT 20255

67%RIO

Estado do Rio

2º do país, empatado com o PR5

A retirada [...] dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade. Lei nº 9.434/1997, art. 4º.3

03 · A central é avisada

O sim chega à central.
Começa a coordenação.

A Central Estadual de Transplantes recebe a doação autorizada e passa a coordenar tudo: quais órgãos são viáveis, quem vai buscar, como e em quanto tempo.

  • Hoje isso passa por ligações, grupos de WhatsApp, planilhas e rádio, ao mesmo tempo.
  • Quando há várias captações no mesmo dia, ninguém vê o quadro inteiro, e a escolha entre carro e helicóptero vira conta de cabeça.
No ColibriNo protótipo

A central lança a captação: hospital de origem, órgãos e horário. Na mesma hora o Colibri compara o carro e o apoio aéreo com o limite de cada órgão. Se o carro não chega a tempo, o pedido de apoio aéreo à SOAer sai sozinho.

Ligação"A equipe já saiu?"
WhatsAppGrupo Captação · 47 novas
Planilhaescala_equipes_v3_final.xlsx
Rádio"Tem helicóptero disponível?"
Isquemia"Clampeou a que horas?"
Rota"Quanto tempo de Campos?"
Captação nº 1 · M1Em andamento

Coração · Campos → Rio

OrigemHosp. Ferreira Machado
DestinoCentro transplantador · Rio
CarroNão chega
Apoio aéreoPedido enviado · SIM
04 · Busca pelo receptor

Uma lista única.
Um receptor.

A lista de espera é única no país, gerida por estado pelas centrais de notificação, captação e distribuição. Quem está inscrito no RJ concorre primeiro aos órgãos captados no RJ.8

  • Contam compatibilidade sanguínea, peso e altura, compatibilidade genética em alguns órgãos, gravidade, tempo de espera e proximidade.8
  • A fila não é por ordem de chegada. Para o coração, quem depende de circulação extracorpórea fica no topo da prioridade.8
  • Se nenhum receptor do estado for compatível, o órgão vai para a Central Nacional.
No ColibriNo protótipo

O Colibri não escolhe o receptor: a distribuição segue o sistema do SNT. Ele recebe o destino (o centro transplantador) e, a partir daí, trabalha para os dois lados ao mesmo tempo.

Da lista ao receptor · ilustrativo128 na lista
  1. Tipo sanguíneo compatívelABO
  2. Peso e altura compatíveisantropometria
  3. Gravidade do quadroprioridade
  4. Tempo de espera e proximidadedesempate
05 · Acionamento das equipes

Quem vai, como vai
e quando sai.

A equipe que faz a retirada sai do centro transplantador e vai até o doador. A central precisa juntar equipe livre, veículo e, quando preciso, aeronave, tudo dentro da janela do órgão.

  • O apoio aéreo depende de regras próprias: voo só de dia, autonomia da aeronave e heliponto no destino.
  • Cada pessoa precisa saber a sua parte: a equipe, o motorista e o piloto.
No ColibriNo protótipo

Um toque em Propor plano: o Colibri escolhe a equipe livre, o modal e a aeronave e mostra os conflitos antes que aconteçam (pôr do sol, autonomia, equipe ocupada). Cada participante recebe um link próprio, sem instalar nada e sem senha.

Plano proposto · Captação nº 112:20
Equipe A · cirurgia cardíacaLivre a partir de 12:15
Folga
Carro · Campos → RioCerca de 4h20 de estrada, acima do limite de 4h
Crítico
Apoio aéreo · Saúde 01Ida e volta antes do pôr do sol (17:57)
Apoio aéreo
Pedido à SOAerEnviado ao GOA às 12:21 · resposta às 12:24
Sim
Links dos participantesUm por pessoa, só com a missão dela
3 links
06 · Logística dos dois lados

Dois hospitais,
um mesmo relógio.

Enquanto a equipe viaja até o doador, o centro transplantador prepara o receptor. A cirurgia do receptor começa antes de o órgão chegar, para o implante começar assim que ele entra na sala. Para isso, os dois lados precisam da mesma previsão.

  • Lado do doador: manter o doador estável, reservar o centro cirúrgico e receber a equipe.
  • Lado do receptor: chamar o paciente, fazer os exames finais e marcar a sala para a hora certa.
No ColibriProposta

A central já vê a previsão de chegada de cada missão, que se corrige com os marcos e o GPS. O próximo passo é um link para cada hospital, sem login, só com a previsão daquela captação.

Doador

Hosp. Ferreira Machado · Campos
  1. 12:30Centro cirúrgico reservado
  2. 12:40Equipe A decola do Rio
  3. 14:10Equipe chega ao hospital
  4. 14:15Início da retirada
COLIBRI · PREVISÃO DE CHEGADA 16:55

Receptor

Centro transplantador · Rio
  1. 12:15Receptor convocado
  2. 13:30Internação e exames finais
  3. 15:45Sala marcada pela previsão
  4. 16:20Início da cirurgia do receptor
07 · Clampeamento

14:50. O relógio
começa a correr.

No clampeamento a circulação do doador é interrompida, e o órgão é resfriado e preservado. A partir daí começa a isquemia fria: o tempo entre a retirada e o implante no receptor. Cada órgão tem o seu limite.1

  • Quanto mais perto do limite, maior o risco de o órgão não funcionar bem no receptor.
  • Para o coração, a diretriz brasileira recomenda não passar de 4 horas.7
No ColibriNo protótipo

A equipe toca Clampeamento no link. O relógio de isquemia começa na central e a chegada prevista passa a contar contra o limite do órgão: Folga até 60% do limite, Atenção até 80% e Crítico acima disso.

Tempo máximo de isquemia friaSNT
4h00

Coração: o órgão mais urgente da captação.

Tempos máximos normalmente aceitos, segundo o Sistema Nacional de Transplantes.1 Cada equipe pode trabalhar com limites próprios, ajustáveis no cadastro do Colibri.

08 · Transporte

Terra ou ar?
A conta em um segundo.

De Campos ao Rio são mais de 4 horas de estrada, mais do que o limite de um coração. De helicóptero, a viagem cabe com folga. Escolha a cidade e o órgão para ver a conta.

Carro
Apoio aéreo

Estimativa simples para a demonstração: carro = distância em linha reta × 1,3 a 70 km/h; apoio aéreo = linha reta a 90 nós + 20 min de solo. No sistema, o carro usa a rota real da estrada.

No ColibriNo protótipo

A aeronave aparece ao vivo no mapa da central. O plano já considera o pôr do sol: se o voo cairia à noite, o Colibri bloqueia a opção e propõe outra antes que alguém precise perguntar.

438

missões aéreas com órgãos e tecidos no RJ, de maio de 2021 a dezembro de 2023.9

71,7%

delas coordenadas pela SOAer, com um único helicóptero, o Saúde 01.9

87 min

de voo, em média, por missão de transporte de órgão.9

55,6%

dos transplantes de coração no RJ em 2023 usaram transporte aéreo. Campos lidera os embarques.9

09 · Chegada

Quem está em campo
atualiza a central.

O helicóptero pousa no Rio às 16:40. Quinze minutos depois o órgão entra no centro transplantador. A central acompanha cada etapa sem precisar ligar para ninguém.

  • Cada marco tem horário: saída, chegada à origem, clampeamento, saída do órgão e chegada ao destino.
  • Com o GPS do celular, a previsão se corrige sozinha.
No ColibriNo protótipo

O participante toca Lançar chegada, e a central vê na hora. A tela confirma o fato: “Chegada lançada às 16:55”. A ordem de missão sai pronta para mandar ou imprimir.

Captação nº 1 · Equipe A

Coração

Campos → centro transplantador
  1. Saída da equipe12:40
  2. Chegada à origem14:10
  3. Clampeamento14:50
  4. Saída do órgão15:05
  5. Chegada ao destino16:55
Lançar chegada
Central · previsão de chegada
16:58

Corrigida pelo GPS da equipe.

Saúde 01 ao vivoFolga
10 · Implante

17:55. O coração
volta a bater.

Com o implante e a reperfusão, o sangue do receptor volta a passar pelo órgão e o relógio da isquemia para: 3h05, 55 minutos antes do limite. A jornada de um coração terminou. A de quem o recebeu começa agora.

Um único doador pode salvar até 8 vidas.5

No ColibriNo protótipo

Cada captação fica no histórico, com o previsto e o realizado lado a lado. É assim que as estimativas da próxima captação ficam melhores. O marco de reperfusão, que fecha o relógio, é proposta.

Histórico · previsto × realizadoEncerrada
MarcoPrevistoRealizado
Saída da equipe12:4012:42
Chegada à origem14:0514:10
Clampeamento14:4514:50
Saída do órgão15:0015:05
Chegada ao destino16:5816:55
Reperfusão17:5017:55
Isquemia total03:05 de 4:00
A jornada inteira

Dez etapas. Uma tela.

O Colibri não substitui o trabalho clínico nem a lista do SNT. Ele junta a logística, que hoje está espalhada em telefones, grupos e planilhas, num lugar só, para a central e para quem está em campo.

No protótipo já funciona na demonstração Proposta próximo passo Fora do sistema etapa clínica ou do SNT
A proposta

Mostrar isso juntos
na FIS Week 2026.

O maior festival de inovação em saúde da América Latina acontece no Rio. É o palco certo para mostrar o Estado coordenando transplantes com tecnologia própria.

11 a 13 nov

Marina da Glória, Rio de Janeiro

Estande

Secretaria de Estado de Saúde

Telão

Esta jornada e a simulação de um dia de captações

Tablet

O visitante lança uma captação e vê o plano

  1. Validar o fluxo com a centralAjustar etapas, nomes e limites ao jeito que o RJ Transplantes trabalha hoje.
  2. Confirmar hospitais e helipontosCoordenadas, centros captadores e transplantadores do Estado.
  3. Acesso próprio do RJ TransplantesEntrada com a identidade do programa. A SOAer aparece como parceira aérea.
  4. Montar a demonstração do estandeCenário com dados fictícios, telão e tablet interativo.
Fontes

De onde vêm os números

  1. Ministério da Saúde · Sistema Nacional de Transplantes. “Após a retirada do órgão do doador, em quanto tempo ele deve ser transplantado?” Coração 4 h, pulmão 6 h, fígado 12 h, pâncreas 12 h, rim 48 h. gov.br/saude
  2. Conselho Federal de Medicina. Resolução nº 2.173/2017, critérios do diagnóstico de morte encefálica (resumo dos pré-requisitos, exames clínicos, teste de apneia e exame complementar). Sanar Med
  3. Lei nº 9.434/1997 (Lei dos Transplantes), art. 3º e art. 4º, com a redação da Lei nº 10.211/2001. planalto.gov.br
  4. ABTO · Registro Brasileiro de Transplantes, janeiro a setembro de 2025: 20,2 doadores efetivos por milhão e 45% de não autorização familiar. site.abto.org.br
  5. Diário do Rio, 20/05/2026, com dados do RBT 2025 da ABTO: RJ com 22,4 doadores por milhão, 67% de autorização familiar, mais de 100 CIHDOTTs e até 8 vidas por doador. diariodorio.com
  6. Medicina S/A, 08/05/2026: 31 mil transplantes no Brasil em 2025 e 4.808 voos para transporte de órgãos. medicinasa.com.br
  7. Bacal F. et al. 3ª Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco. Arq Bras Cardiol 2018;111(2):230-289. Citada em Martins et al. (fonte 9).
  8. CNN Brasil. Fila de transplante de órgãos: entenda critérios e funcionamento. cnnbrasil.com.br
  9. Martins F. B., Medina R. M., Gonçalves A. B. S., Perlingeiro R. C., Mello D. B. Análise do transporte aéreo de órgãos vitais e tecidos na gestão SOAer/SES-RJ. 2024. resgateaeromedico.com.br